05 dezembro 2006

Momento fã!

A minha história começa lá na minha infância quando eu comecei a me interessar pelo inacessível, ou quando eu comecei a tornar inacessível aquilo que me interessava...
E lá se vão mais de duas décadas dessa prática...
Hoje tenho um filho lindo, fruto de uma decisão a dois, a decisão mais suave, mais bela e gratificante.
O que mais eu tenho?
Uma maneira frágil de amar... Frágil, fútil, pequena, mesquinha, infantil... Só minha!
Eu queria ver o cotidiano "com olhos de Carpinejar", mas o vejo com "olhos de ressaca", daquelas que a gente pensa que nunca mais quer beber deste cotidiano...
Não sou libertina, sou inquieta, mutante e imatura, mas queria saber amar e queria saber ser feliz...
A tranqüilidade do dia a dia me entedia, os mesmos hábitos e hálito me adormecem, e eu que gosto de estar sempre bem acordada.
Eu queria um coração que pulsasse sempre pelo amor que "tem passado. Tem álbum de fotografias. Tem cartas antigas. Tem letra emendada. Tem a si mesmo."
E eu invejo esse amor!
Querido Carpinejar, não quero conselhos, quero só desabafar...
Mas se souberes o que preciso para ser feliz, me diga, por favor!

Um comentário:

nuno portmore disse...

Curioso mundo, este, onde as vozes se encontram para encontrar termos comuns e incomuns. Viajar neste planeta de imagens, sons e palavras, revela-nos surpresas que adocicam um pouco o dia, ou amargam um pouco a noite. Sempre de forma saudável.

Foi bom encontrar as tuas. Sabe bem encontrar palavras que te tocam, quase por acaso, quase sem saber como... sabendo.

Bjos