16 setembro 2013

Primavera...

A vida é tão estranha!

Um dia a gente pede para o Universo um amor lindo de viver...

Algo que arranque todos os nossos suspiros, que coloque o sorriso mais lindo no nosso rosto, que faça nossos olhos brilharem, que dispare o nosso coração numa batida tão frenética que a sensação é de que não é sangue que corre nas veias, é vida!

Um amor que nos faça sentir única, num mundo de coisas tão comuns, de amores descartáveis, de promessas levianas...

E então vem o Universo e nos presenteia!!!

Mas tão acostumada que estamos com coisas NÃO especiais, a gente duvida que possa ser verdade, desdenha, ignora, esnoba, desconfia, maltrata... Apenas por total falta de jeito e habilidade!

É difícil se entregar a algo que não conhecemos...

Então, aquele amor tão lindo, tão nosso, tão tão... Se cansa, perde o brilho, fica como o deixamos: Feio!

E somente depois de vermos as duas faces do amor é que descobrimos que aquilo que tinha aparência de armadilha, na realidade era sim um presente, uma flor, uma rosa, para mim uma gérbera que é uma flor que muito me agrada...

Só que agora ela não está mais embelezando o nosso jardim, ela estão murcha e tão morta que parece que desistiu da gente... E tardiamente agradecemos ao Universo pelo presente!
E a gente deseja tudo de novo, com toda a força, com toda a energia, com todo o amor que já poderíamos ter demonstrado...

E a gente se arrepende e sofre, deseja voltar no tempo, deseja o impossível... Não tem como mudar o que passou!

Mas flor é flor, sua natureza é florir, quando no lugar certo, com o cuidado correto e na sua estação...

E amor é amor, sua natureza é dar vida, transformar...

O amor faz florir até o mais pobre jardim... 

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